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Dentre os descendentes de meu avô, minha mãe era a única que continuava sua arte culinária e tem o talento para isso. Até agora! Assim, continuando minha aventura na cozinha a pedi que me ensinasse a sobremesa preferida do meu pai, também dentre as minhas preferidas, o suflê de baunilha. Essa quente, aromática e leve sobremesa já fechou com chave de ouro vários jantares e a vi tirar suspiros de muita gente. A primeira colherada já anuncia que a experiência vai ser prazerosa. A massa disolve-se na língua, o vapor abaunilhado preenche toda a boca e o olho se fecha automaticamente para direcionar toda a atenção do corpo para o sentido mais importante nesse momento, o paladar.

Na receita manuscrita de minha mãe me pareceu pelos ingredientes e pelo modo de preparo que não seria complicado, e qualquer um que visse sua produção diria tolamente: “Ah! Qualquer um consegue fazer.” Mas eu gritaria: “Mentira!”, “Tolo!”. É exatamente aí, na simplicidade, nos pequenos detalhes é que se consegue o resultado ideal para esta sobremesa. Existe toda uma técnica na mistura, de tempo, de temperatura. “É preciso ter uma “mão boa”. “, diz minha mãe. A cozinha é como um laboratório químico que qualquer alteração em um dos ingredintes altera o produto final. E para o suflê é exatamente assim, faça a mistura de forma ou no tempo errado que você vai ter qualquer coisa menos suflê. Por isso aquilo que para minha mãe é automatico e feeling escrevi tudo o mais detalhadamente para que eu consiga reproduzir novamente esta receita no futuro e poder compartilhá-la aqui.

Minha primeira tentativa foi muito bem sucedida, mas os pequenos detalhes e minha técnica ainda deficiente fizeram muita diferença na hora, assim não ficou tão bom quanto quando minha mãe o faz. As falhas compartilho-as também pois com elas aprendemos igualmente.

Última coisa antes de irmos para a receita: a qualidade dos ingredientes afeta diretamente no resultado. Por isso que para esta ou qualquer outra receita é essêncial escolher os melhores ingredientes. Neste caso do suflê conseguir uma essência natural de baunilha bem perfurmada é o ideal. As brasileiras costumam ser artificiais e pouco aromáticas, se encontrar uma natural e fabricada na França te garanto que obterá um melhor sucesso.

SOUFFLÉ A LA VANILLE

ingredientes para 7 porções

- 150gr. farinha
- 150gr. açúcar refinado
- 1/2 litro leite
- 7 ovos
- Punhado de sal
- 100gr manteiga (temperatura ambiente)
- Essência de baunilha (de preferência natural)
- Açúcar cristal para untar as fôrmas

Preparo

- Peneirar a farinha, acrescentar o açúcar também peneirado e um punhado de sal.
- ferver o leite e então juntar a mistura da farinha com o açúcar. Neste momento com o fogo desligado. Após atingir homogeneidade religar o fogo baixo até massa se desgrudar fácil do fundo.
- transportar a massa ainda quente para a batedeira juntando gema por gema, até que cada uma se misture bem (as claras serão utilizadas mais tarde).
- continuando na batedeira acrescentar a manteiga à temperatura ambiente pouco a pouco até atingir mistura bem homogênea.
- ao final acrescentar cerca de 4 colheres de sopa de essência de baunilha e bater mais um pouco. A quantidade vi depender realmente da qualidade da baunilha. Pode-se experimentar a massa para ver se está bem perfurmada.

- untar as fôrmas individuais de souflé com manteiga, e passar açucar cristal em seu interior. Toda sua superfície precisa estar com uma fina camada de açucar para um bom resultado final e o souflé cresça bem e uniforme.

- bater as 7 claras na batedeira até atingir estado de neve. Inicialmente em velocidade lenta, no meio do processo passar para velocidade média. O resultado deve ser uma mistura leve e firme que ao levantada com a espátula na caia.

- a última etapa e talvez a mais importante é fazer a mistura das claras em neve com a massa. Deve-se com a espátula “cortar” a massa fazendo a clara entrar na mistura até se obter nova massa homogênea. Esse processo deve ser feito com delicadeza mas não pode ser muito lento pois a clara em neve rapidamente perde sua firmeza e fica mais líquida, e isso altera o resultado na hora do suflê subir e na leveza final da massa.

- após concluída esta etapa deve-se imediatamente passar a massa para as fôrmas individuais até metade de sua altura, sem sujar suas bordas, e levar ao forno já pré-aquecido a 180 graus. Deixar por cerca de 40 minutos ou até atingir o volume esperado e uma superfície dourada.

está pronto esta deliciosa e linda sobremesa. Agora é aproveitar o suflê ainda quente.

Obs1: não deixe na clara nenhum traço de gema. Já a existência de um pouco de clara na gema para a mistura da massa não influenciará no resultado final.

Obs2: NUNCA abrir o forno antes do seu completo cozimento e atingir seu volume ideal. Após a retirada do suflê do forno começa o processo de diminuição de seu volume.

Bon Appetit!

clique nas fotos abaixo para acompanhar o processo de preparo:

Meu avô materno, Lucien Iltis, foi um dedicado chef de cozinha. Na sua caminhada profissional começou descascando batatas quando aprendiz no restaurante da Estação Termal de Mosbronn-Les-Bains, na Alsácia, já cozinheiro passou pelas residências do barão e da baronesa de Bastard, do banqueiro e industrial Mathieu Goudchaux e do senador Louis-Louis Dreyfus também senador da Romênia, todas em Paris. Mais tarde em Lisboa trabalha para Sir Walford Selby embaixador da Grã-Bretanha e durante a guerra é recrutado como cozinheiro dos oficiais. Após a disgramenta guerra aceita uma proposta para trabalhar no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, sendo reconhecido pelos seus fantásticos buffets e banquetes e após a posse de JK na presidência vai para Brasília Palace Hotel, participa da produção do banquete de inauguração da nova capital e torna-se cozinheiro de Juscelino no Palácio da Alvorada. E enfim na década de 60 se muda para Belo Horizonte para se tornar professor na recém inagurada Escola do SENAC, tornanda-a, na época, referência em todo Brasil.

E você, como outros muitos que já fizeram antes, vai me perguntar agora: “Como que você tendo tido um avô destes não sabe cozinhar?”.

Mas meus genes cozinheiros, herdados e adormecidos por longa data, na semana passada começaram a se debater, a clamar, a dar piruetas,  implorando para entrarem em ação. Assim, não conseguindo abafar esta voz dentro de mim, nem as de fora, decidi que vou aprender um pouco da arte culinária.

Meu avô não viveu muito tempo para que eu pudesse conviver com ele além de meus 6 anos de idade, e não me lembro dele produzindo seus jantares. Mas minha mãe herdou seus dotes e suas receitas e eu tive a honra de crescer tendo minhas pápilas gustativas sendo uriçadas, excitadas, bombardeadas com mais fantásticos sabores de sua cozinha. Como a audição se desenvolve e se aperfeiçoa para saber ouvir um bom jazz , assim é com o paladar que precisa ser sensibilizado e treinado para poder apreciar os sabores delicados de uma boa cozinha.

Já me arrisquei na cozinha recentemente para tentar fazer uma de minhas sobremesas favoritas Crêpes a la Crème Pâtissière e me saí até bem. O que me deu mais ânimo para encarar um novo desafio agora. Assim, peguei mais uma receita dentre as fichas de meu avô, arregacei as mangas e fui preparar o Suflê Gelado de Morango. O criador desta sobremesa chama-se Lucien Ogier (como uma tela tem a assinatura do pintor assim também deve ser com as criações na cozinha).

Uma receita desta produzida por um profissional não deve levar mais do que 40 minutos para ser para se finalizada. No meu caso comecei às 22hs e fui terminar 1h da matina! Perebice e desajeito total na cozinha! Mas o resultado, e principalmente o sabor, sairam como esperado.

A receita e o resultado eu mostro aqui.

SOUFLÊ GELADO DE MORANGO

Ingredientes para 10 pessoas (eu usei metade)

1 kg de morangos, 500 g de açúcar, 8 claras de ovos, 750 g creme de leite fresco.

Preparação:

1-Passar os morangos no liquidificador, depois pelo coador de arame.
2-Despejar o açúcar numa caçarola, juntar um copo de água e levar a fervura, deixando cozinhar até que o açúcar comece a formar bolhas.
3-Bater as claras em neve bem firme e despejar nelas a calda fervente, batendo continuamente com batedor de arame, até o completo esfriamento da mistura.
4-Adicionar ao creme de leite 3 colheres de sopa de água fria e batê-lo até ficar bem leve e espumoso.
5-Misturar o creme de leite batido à mistura das claras e, com uma colher de pau, incorporar cuidadosamente o purê de morangos.
6-Untar levemente com óleo a fôrma de suflê (de 20 cm de diâmetro). Colocar ao redor uma faixa de papel impermeável, deixando sobrar 5 cm para cima da borda da fôrma e prendendo o papel com durex.
7-Encher a fôrma com a mistura, até a borda do papel e deixar no congelador por uma noite.
8-No momento de servir o suflê, retirar o papel e decorar com morangos. No meu caso acrescentei coulis de morango e chatilly.

Para o coulis de morango bata no liquidificador cerca de 400gr. de morango com um quarto do suco de um limão pequeno e açucar a gosto.

E para o chantilly bata 250gr. de creme de leite fresco na batedeira. Quando estiver cremoso e leve acrescente açucar a gosto e uma colher de café de essência de baunilha, batendo só mais um pouco para homogeneizar a mistura. Se tiver baunilha fresca acrescente na mistura posteriomente para incrementar seu sabor.

Batendo as clara em neve com a calda de açucar. Estava apenas no início da receita e percebi que meu principal adversário seria o despreparo físico.

Batendo as clara em neve com a calda de açucar. Estava apenas no início da receita e percebi que meu principal adversário seria o despreparo físico.

Tchamm! A decoração ficou tipo "Dona Maria" mas a receita e o sabor sairam como esperado. O coulis de morango e o Chantilly são acréscimos de minha parte que acompanharam bem o souflê gelado.

Tchamm! A decoração pereba ficou tipo "Dona Maria" mas a receita e o sabor sairam como esperado. O coulis de morango e o Chantilly fresco são acréscimos de minha parte que acompanharam bem o souflê gelado.

Minha esposa e o amigo Rogério, um guloso imperdoável, um avestruz quando se trata de comida, foram as testemunhas e os provadores ofíciais. Esposa e amigo? Estava garantido as massagens ao meu ego, nesta experiência não podia correr o risco de ouvir críticas e abandonar uma carreira tão promissora.

Minha esposa e o amigo Rogério, um guloso imperdoável, um avestruz quando se trata de comida, foram as testemunhas e os provadores ofíciais. Esposa e amigo? Estava garantido as massagens ao meu ego, nesta experiência não podia correr o risco de ouvir críticas e abandonar uma carreira tão promissora.

É aqui que está sendo plantado o futuro.

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Fui sem saber bem o que ia encontrar, fui até por conhecer um pouco e querendo conhecer mais do trabalho do Flávio Henrique, músico mineiro e um dos integrantes do grupo, mas fui surpreendido com um dos melhores shows que já fui. Kadu Vaiana, Pedro Morais e Mariana Nunes completam o quarteto de vozes e três violões recém montado e nomeado Cobra Coral. A harmonia das diferente vozes, os arranjos bem montados e a seleção do repertório me garantiram cerca de 90 minutos de êxtase musical. Gostei tanto do “barato” que fui 3 vezes, cada dia levando gente nova comigo. Acredito que outros fizeram o mesmo, pois vi rostos se repetirem no público nos dias que estive presente. Destaco as interpretações de “Milagre dos Peixes” de Milton Nascimento e Márcio Borges, “Sim” composição do Flávio Henrique e “Casa Aberta” também do Flávio em parceria com Chico Amaral, deixaram os pêlos do braço em pé.

Para alguns surpreenderia saber que a estrutura era pequena e limitada pois todo equipamento de som pertencia aos integrantes do grupo,  além da montagem do áudio, cenografia, arranjos e tudo o mais que era preciso para realizar o show foi feito por eles, mas ao meu ver é mais uma constatação que o tamanho do talento é muitíssimo mais importante que o tamanho da produção. Enfeite demais serve para desviar a atenção de alguma limitação do artista, e esses quatro só precisam das vozes e dos instrumentos.

Só posso desejar e esperar que o grupo continue seu trabalho, tenha o merecido sucesso, e “pelamordedeus” grave um CD para eu poder ouvir música boa quando bem me der vontade. E fica minha gratidão ao grupo por produzir e compartilhar tão bela arte.

Os shows acontecaram no Museu Inimá de Paula entre os dias 23 e 27 de Junho. Quem perdeu precisa torcer para que o grupo faça outros shows em breve, e se acontecendo você não for merece ficar preso numa masmorra ouvindo Reginaldo Rossi. (Para tornar a pena maior e mais pesada tive até vontade de citar o nome de algum disgramado grupo da Bahia, mas nem citar esses nomes vale a pena).

Da esq. para dir. Kadu Viana (no breu), Flávio Henrique, Mariana Nunes e Pedro Morais

Da esq. para dir., Kadu Viana, Flávio Henrique, Mariana Nunes e Pedro Morais

Na sua visita ao Brasil, queria fazer uma foto da minha irmã com seu namorado francês Nicolas, preparado para torcer para o Brasil na Copa, para ela poder colocar em um porta-retrato e eu guardar uma boa imagem dos dois juntos. Assim no nosso passeio neste final de semana no Retiro de Chalé demos uma fugidinha pra lagoa e fizemos uma sessão rápida e selecionei esta como a melhor. Clau, Je t’aime beaucoup!

Foto feita com uma Nikon D200 na mão direita + flash SB-800 fora da câmera na mão esquerda, com difusor e gel 1/2 CTO, flash acionado e controlado por um SU-800 na câmera.

Clau et Nicolas

Clau et Nicolas

Seis anos atrás apostei numa parceria e deu muito certo, deu a Sprint. Hoje aposto em uma nova com os amigos Daniel Gosling e Rodrigo Bressane. Não tem data de início, nem mesmo há a certeza de que terá início, tampouco definição do negócio, mas já tem nome, tem potencial e tem futuro.

Érika, a cunha

Fui convidado pelo cabra Rodrigo Bressane a participar de um de seus workshops de Fluxo Digital que já é disputado por gente de todo o Brasil. Foi um dia agradável e deu para aprender mais um pouco das técnicas pessoais do camarada. A modelo no workshop foi a cunha, minha cunhada Érika, a segunda mais linda de Minas. A primeira é a irmã dela.

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No Workshop

discutindo tratamento de imagens

Discutindo tratamento de imagens

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Hot Shoe Diaries é o livro, de Joe McNally, que estou lendo e recomendo para fotógrafos experientes ou iniciantes. Diferente dos livros técnicos de fotografia Joe conta como num diários algumas de suas experiências fotográficas mostrando sua escolhas técnicas, curiosidades e os desafios encontrados durante os trabalhos. Seu ênfase maior é na iluminação e neste livro só apresenta trabalhos onde utilizou pequenos flashes, speedlights, como os SB-800 e SB-900 da Nikon, com resultados fantásticos. Joe McNally, ao meu ver, está entre os melhores fotógrafos comercias e tem uma ótima didática e bom humor para passar seus conhecimentos.

A Sprint executou hoje, para o escritório de decoração Tânia Sales, a plotagem decorativa de um apartamento particular no edifício Zeus, condomínio Grand Olimpus da Líder. O processo e o resultado você vê abaixo:

Processo de aplicação do adesivo na parede

Processo de aplicação do adesivo na parede

Resultado final da aplicação

Resultado final da aplicação

resultado no segundo quarto

resultado no segundo quarto

Em Bichinho a 10km de Tiradentes foi meu final de semana, na casa de Jean e Inês, infiltrada na mata, a vários minutos de carro do próximo ser-humano. Fomos muito bem recebidos. Obrigado aos amigos pelo convite e hospitalidade.

lendo na varanda da sala

lendo na varanda da sala

Sílvia no trapézio montado no jardim

Sílvia no trapézio montado no jardim

Luli o gato da casa

Luli o gato da casa

Sílvia

Sílvia

com minha Lu

com minha Lu

Lu com Jean, Inês e Sílvia

Lu com Jean, Inês e Sílvia

fizemos uma parada na casa dos amigos Ivênio e Déa para visitá-los e aproveitamos para filar a bóia.

fizemos uma parada na casa dos amigos Ivênio e Déa para visitá-los e aproveitamos para filar a bóia.

Em Tiradentes, um lindo Ipê Roxo

Em Tiradentes, um lindo Ipê Roxo

Jean le cuisiner

Jean le cuisiner

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